a luz de dentro

Não foi nada planejado, mas era pra ser assim. Reunir mulheres para conversar sobre o feminino, falar de nossas Luas, da ressignificação do olhar sobre nossos corpos e dinâmicas de ser e estar no mundo. Sobretudo, falar sobre nosso ser cíclico, sobre nossas profundezas e sobre os tabus que tanto nos aprisionam.

Um chamado para a ‘autoescuta’ – quanto silêncio é preciso para que possamos nos ouvir? Um convite para um passeio – pessoal e intransferível – de mãos dadas com a nossa criança interior, aquela menina que sangrou sem entender porquê, e que permaneceu assim por muito tempo.

Expandir, compartilhar uma nova experiência vivida de algo que sempre esteve em mim. Fazer reverberar, dar e receber aquilo que nutre. Um terreno fértil e seguro. Sementes boas, terra nutritiva, sol, água e amor. Mulheres em uma ciranda, a vibração de uma energia de potência e cura. Mãos dadas, corações entrelaçados, união e afeto.

Nesse dia, carregado de simbologia, honrar esta existência e o privilégio de dividi-la com almas afins, num (re)encontro entre nossas meninas e nossas mulheres selvagens.

Tempo de acender, como diz a mestra Clarissa Pinkola Estés, a lamparina do coração – a partir do fogo ancestral. Balançar a luz que vai iluminar o caminhar de todas. Ser guia e aprendiz, conduzir e ser conduzida, ser aconchego e incentivo, ser bruxa, donzela, mãe e feiticeira – ser mulher.

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Vida inventada e vivida em 08/03/20

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