a sua versão

Quantas versões tem aquela sua história? Aquela que você conta pra quem não te conhece muito. Aquela que você acredita que viveu…

Aquela que você leva pra terapia. Aquela que você tenta contar pro outro. Aquela que você descobre que não foi igual pra ele. Aquela que você acredita que viveu…

Aquela que você queria ter vivivo. Aquela que foi tanto pra você e nada pra alguém. Aquela que deu tudo errado e te levou pra outras tantas, inventadas e reais. Aquela que você acredita que viveu…

Aquela que não teve eco em ninguém. Aquela que você nunca quis contar. Aquela que nem você sabe se foi real. Aquela que você acredita que viveu…

Aquela que foi linda, mas que só você se lembra. Aquela que te faz rir e fechar os olhos. Aquela que você esqueceu. Aquela que você quer, mas não consegue apagar. Aquela que você não quer mais contar. Aquela que você acredita que viveu…

Aquela que te fez mais forte e mais capaz de amar. Aquela que você contava de um jeito e que o tempo — deus das histórias — mudou. Aquela que você acredita que viveu…

Aquela que você ressignificou. Aquela que você ainda tenta transformar. Aquela que te olha no espelho, que escorre na tua lágrima, que te faz inteiramente em pedaços. Aquela que você acredita que viveu…

Aquela que você guarda com afeto e um pouco de dor. É que às vezes as histórias doem. E isso é bonito. Mesmo quando você só acredita que viveu…

25 de julho de 2018

#danielemoraes #textoafetivo #textoafetuoso #palavras #crônica

Posts Relacionados

Ver tudo

PALAVRA (s.f.) #6 - Compaixão

Já se perguntou se tem algo mais importante na vida do que as relações? A ideia de interdependência como uma condição humana - e, claramente, não é apenas uma ideia - nos dá a dimensão do quanto preci

PALAVRA (s.f.) #5 - o despertar é individual

Saída dos pampas, a jornada da heroína e a exploração do mundo foram aos poucos se tornando uma experiência real na vida e no trabalho de Eliana Rigol. Autora do livro “Afeto Revolution” e a auto-inti

PALAVRA (s.f.) #4 - Celebração do comum

Como contamos e celebramos a nossa história, as nossas relações? Como transformamos o ordinário da vida, o comum, em algo que podemos e devemos celebrar? Como encontramos caminhos, entre a psicologia