sopro em verso

Medo, sonho, fantasia Sabão, ilusão, correria A hora da morte O nascer de mais um dia Estar aqui e não ser assim Dar por isso, meu inicio e o fim

Ser termômetro, ventania Ser raiva e alegria Caminho, passo, escuridão Olho, tecla, palavrão Ter esperança, não ser idiota Crer, fazer, adiar Ter dor no ombro, pele seca, frio Som, silencio, eu em mim Você, seu mundo Suas mentiras, seu coração Pés gelados, água fria Fogo, agonia Cansaço, exaustão Panela suja, leite derramado no fogão Doce, açúcar, afeto, tapete sem chão Sombra e negação Cada passo, um sermão Cada gesto, o perdão

Estar vivo e aquém de si Estar morto e além, enfim Estar sóbrio, sozinho, Todo mar, arrebentação Beber, lamentar Ser brasileiro, não ter lugar

Digitar o que a mente sopra Sem sentido, sem catarse ou emoção Ora rima, ora nega Canto, dor ou gozação Bicho do mato, carne em putrefação Cama feita, link para reunião A cadela ama, em humilhação Chá, pasta de dente Internet, marcas de expressão Nada faz ou é sentido Pausa, silêncio-coração . #aartesalva #poesianaquarentena #palavras

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Todo fim de ano eu escrevo uma carta de agradecimento pelo que vivi e uma carta com pedidos para o ano que vai chegar. É um jeito que me inspira a reconhecer o caminho percorrido, honrar as escolhas e

Lá se vão 40 anos daquele 18 de maio de 1981. Dia de Sol em Touro. Dia em que eu, solitariamente, nasci. Deixei o lugar estreito, porém conhecido e embalado pelo coração e pelo calor da minha mãe, par

Filha única com quatro irmãos, venho de uma família de certa, podemos dizer, vanguarda. O que hoje é tão banal, os meus, os seus e os nossos, era algo que eu tinha sempre que explicar. O meu pai, o pa